Concebido como um arranjo rizomático das diversas ações da Associação Cultural Videobrasil em parceria com o SESC São Paulo, o 17º Festival acontece entre setembro e outubro de 2011. Como detalha o novo regulamento, que será publicado em abril de 2010, uma profunda e intensa mudança de modelo marca essa edição em relação às anteriores. Alinhada à natureza das práticas artísticas contemporâneas, ela busca atender às demandas do debate político-cultural e confrontar a enorme produção de representações que constitui o território da visualidade no mundo de hoje.
Algumas possibilidades que se desenham para o Festival são:
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A estrutura do Festival assemelha-se à de uma rede ligada por pontos; não se trata mais de um evento localizado no espaço e no tempo, mas de um conjunto de ações estendidas ao longo de 2010 e 2011, envolvendo exposições, comissionamento de obras, residências artísticas, obras em competição e encontros, todos conectados pelas ações das curadorias educativa e editorial.
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O projeto curatorial se articula a partir de uma mostra central, em resposta à qual serão construídos eixos expositivos adicionais. O primeiro desses eixos será composto por obras comissionadas de artistas do Sul, selecionadas a partir de projetos; um segundo, por obras desenvolvidas em residências artísticas em São Paulo, nos três meses que antecedem o Festival. Uma convocatória aberta (edital/regulamento), a ser lançada em abril de 2010, estabelece os parâmetros para os projetos de obra e residência artística, que devem dialogar com o tema-eixo da mostra central.
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O regulamento também desenha a nova mostra competitiva, que expande sua capacidade de absorver manifestações diversas, incluídas aí aquelas que se afastam do padrão single channel. A competitiva obedece a um cronograma próprio, que será anunciado em abril, junto com o regulamento.
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Uma curadoria editorial se insere em todos os programas, exposições e projetos do Festival. Ela será responsável não só pela identidade visual do 17º VB, mas também pelo alinhamento, em torno dos temas e recortes trabalhados, de ações editoriais de comunicação existentes e novas. Entre estas, projeta-se uma publicação de grande tiragem e baixo custo, distribuída gratuitamente durante o Festival e produzida em contato direto com a curadoria educativa. O Caderno SESC_Videobrasil 2010, com edição de Fernando Oliva, se alinha com o tema da 29ª Bienal de São Paulo, arte e política.
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O desejo de fazer do Festival um espaço de desenvolvimento de ações transformadoras move uma proposta ampla de curadoria educativa, que trabalha sobre os conteúdos e ações do Festival. As propostas preliminares incluem o uso de propostas desenvolvidas por artistas contemporâneos – nas residências, por exemplo – como métodos não formais de ensino; a criação de produtos didáticos para a rede de ensino; a colaboração de artistas parceiros em oficinas educativas locais; o desenvolvimento de uma publicação de arte-educação; e investimento na formação de professores e mediadores.
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Além da publicação do regulamento, em abril de 2010, o cronograma prevê para julho/agosto de 2010 o processo de seleção de obras para comissionamento e dos projetos de residências artísticas. Os selecionados serão divulgados em setembro de 2010. As residências acontecem entre julho, agosto e setembro de 2011, quando o Festival começa. A mostra competitiva obedece a um cronograma diverso, com datas próprias de inscrição, seleção e divulgação. Essas datas serão estabelecidas pelo regulamento geral, em abril.
Solange Farkas, Ana Pato, Eduardo de Jesus, Marcos Moraes, Fernando Oliva, Teté Martinho Comissão de Programação do 17º Festival